geração

ctrl z

Acha que foi difícil entender os millennials?

Conheça de perto a geração nascida quase na virada do século – e que vai ser o assunto da vez nos próximos anos.

Seja bem-vindo.

Nesta edição do Consumoteca LAB, você vai conhecer as angústias, desejos e pensamentos da Geração Ctrl Z  - os queridinhos da vez.

nativos

digitais

É ISSO QUE VEM À CABEÇA

DE TODO MUNDO QUANDO

SE FALA NESSA GERAÇÃO.

Mas pra entender como pensam e pra onde vão precisamos ir muito além

da tecnologia. Mudanças

de comportamento são resultados de dilemas culturais.

CONHEÇA ALGUNS DELES:

a necessidade

do point out

Com informação pra todo lado, conseguir se manter atualizado diante do excesso de notícias é um baita desafio. Aliás, “estar por dentro” não basta. A Geração Ctrl Z precisa compartilhar suas opiniões com o mundo.

a gente tem que SER CAPAZ DE OPINAR.

NECESSIDADE DE POINT OUT: uma VONTADE DE SE expressar e se conectar com o TODO

Para a Geração Ctrl Z, opinar sobre um assunto em alta é a forma de deixar sua marca e ganhar visibilidade em um cenário de constante disputa por atenção. Quem não
dá as caras não é visto nem lembrado.
Só que formar opinião não é assim tão fácil.

garimpo 

da informação

Se não se pode confiar em quase ninguém, optam por fazer sua própria curadoria de informação. Cada um deles absorve o que ouve, lê e assiste em diversas frentes e, de pedacinho em pedacinho, formam suas opiniões sobre os mais diversos temas.  Esse mosaico de conteúdo que garante à eles a sensação de se chegar obter uma visão mais própria da coisas. 

Com tantas notícias de escandâlos políticos, discursos de ódio viralizando  e as fake news se espalhando na web em função de interesse econômicos, qualquer fonte de informação .passa a estar sob suspeita. Em outras palavras, falta confiança e identificação. Não se veem muito representados nem no âmbito social nem no político. Por isso,  se for pra falar de um tema que acham muito importante, não basta compartilhar a informação de outro, é preciso usar as próprias opiniões e disparar seu textão.

Eu leio muita coisa, mas
eu só gasto tempo em post
que me interessa
muito mesmo.

o caminho da opinião

sem

compromisso

Ser uma metamorfose ambulante no lugar de ter uma opinião formada sobre tudo faz todo sentido pra essa galera. Apesar da necessidade de assumir suas causas, a Geração Ctrl Z sente aversão à possibilidade de se enquadrar numa definição. São jovens que fogem do compromisso com qualquer rótulo que engesse sua identidade.

sexualmente livres,
mas sem compromisso
com a sexualidade

Enquanto para os millennials estar “dentro ou fora do armário” foi uma grande questão, a Geração Ctrl Z flerta com a ideia de não se comprometer com as mesmas preferências sexuais durante toda a vida.

38% acham que suas preferências sexuais podem mudar ao longo da vida.
A sexualidade é cada vez mais vista como uma
questão de experimentação, em vez de uma
característica fixa da identidade.
"podemos experimentar
antes e decidir depois"
38% acham que suas preferências sexuais podem mudar ao longo da vida.
A sexualidade é cada vez mais vista como uma
questão de experimentação, em vez de uma
característica fixa da identidade.
Talvez, mais pra frente, a gente consiga entender que as questões
de gênero e tudo mais são todas construções sociais, que isso realmente talvez não exista. 
A gente não precisa fIcar se colocando em rótulos e em caixinhas assim.”
Nicolas, 19 anos, estudante de cinema
Meu irmão tem 12 anos e pode ser o que for, mas ele já consegue dizer pra mim, pra minha mãe e pro meu pai que é bissexual.”
Breno, 19 anos, produtor de vídeos
36% 
65% 

acham que enviar nudes 
é uma prática normal 
do nosso tempo

afirmam usar peças de roupa

que gostam, independente do
gênero a que foi destinado

acreditam que as maiores mudanças neste tema
ainda estão por vir
politizados sim,
mas sem compromisso
com a política também

Ainda que estejam antenados na

situação política do país, a Geração

Ctrl Z tem dificuldade de encontrar representatividade. Com suas preferências variadas e seus mosaicos de opiniões, não conseguem se identificar integralmente com ideologias ou partidos.

nem esquerda
nem direita
nem esquerda
"o que importa é o candidato"
A Geração Ctrl Z não se sente conectada a partidos específicos. Isso não impede que esses jovens busquem candidatos que representem seus pontos de vista. Existe uma parcela que começa a se interessar por políticos específicos e já demonstra um maior nível de envolvimento com o tema.
bastante antenados,
mas sem compromisso
com o futuro
do planeta

São críticos e preocupados demais, mas

não se iludem em achar que podem mudar

o mundo - como fizeram os millennials.

A grande questão não é “como posso salvar

o planeta”, e sim “como posso fazer minha pequena parte”. Por isso, preferem escolhem algumas causas para lutar, focando em atitudes

que transformem a sua realidade.

Mais da metade da Geração Ctrl Z se identifIca com alguma causa

"Você se considera militante, ativista ou simpatizante de alguma causa?"

MAS É IMPORTANTE DESTACAR QUE APOIAR UMA CAUSA É BEM DIFERENTE DE ESTAR ENGAJADO NA LUTA QUE ELA REPRESENTA

Da causa ambiental aos direitos humanos: eles estão cientes das várias lutas que rolam no momento. Porém, simpatizar com a causa é uma coisa. Engajar-se nela é outra.

 

O jovem Ctrl Z assume diferentes definições para cada postura

adotada frente a uma militância.

simpatizar

Concordar

com a causa

militar

lutar de forma  engajada pela causa

60%

JÁ SE ENVOLVERAM EM ALGUMA AÇÃO SOCIAL DO SEU BAIRRO

o efeito print

e o medo de falhar

E já que a capacidade de crítica anda afiada, nenhum deslize passa despercebido.

mas isso não signifIca que possuem uma visão otimista de seu tempo
Apesar da boa avaliação individual,
ao pensar no coletivo ainda
são bastante críticos quanto
à própria geração.
 

Além do receio de ter sua individualidade ofuscada pela imagem de um grupo, domina esses jovens um pavor ainda maior: uma questão de reputação. 

 

Para a Geração Z, cravar uma

opinião na pedra - ou na internet - pode impedir que mudem

de ideia no futuro.

IN & OUT
65% afIrmam que não existe diferença entre a rotina real e o que postam em suas redes sociais.

Enquanto  xingar no twitter já foi a válvula de escape dos millennials, A Geração Ctrl Z está de olhos nos prints de tela, na etiqueta digital e em toda repercussão que um post pode causar.


Suas atividades são registradas o tempo todo. não há mais uma separação clara entre público e privado ou online e offline.

já alegam ter sofrido depressão em alguma fase da vida

conhece alguém da sua idade que sofre depressão

35%

57%

A gente fIca estressado
com tanta cobranças, eu acho,
temos que estar sempre perfeitos.
Breno, 19 anos, produtor de vídeos
Efeito print
FALHA REGISTRADA
reputação manchada
futuro arruinado

o fIm do

carpe diem

Viver o agora ou planejar o amanhã? O dilema de ter que aproveitar o hoje sem prejudicar o amanhã pode não ser uma questão tão nova. O questionamento vem desde os millennials mas a Geração Ctrl Z também tem sua própria maneira de lidar com a questão.

Seus antecessores, os millennials, ficaram conhecidos por colocar a felicidade e o prazer do agora em primeiro lugar - o que criou uma geração que chegou aos 30 anos morando de aluguel.

O jovem Ctrl Z vê essa realidade como um exemplo não muito bom, e começa a construir um ideal de planejamento de vida bastante semelhante ao da geração X.

o amanhã importa
Sabe aquela clássica ideia de que a juventude é o momento de viver sem preocupações e sem medo de errar? Ela não se enquadra muito no mindset dessa geração.

Para esse jovens, os principais responsáveis pela realização de seus sonhos são eles mesmos. Por isso, preferem chamá-los de planos. A lógica da meritocracia - “fazer por merecer” -  é muito influente na maneira como planejam suas conquistas. Não têm medo de botar a mão na massa e correr atrás do que querem, mas não pretendem esperar muito tempo para colher os frutos de seus esforços.

O sucesso precisa ser pra já.

viver é

melhor que

sonhar

e como fIca o trabalho?

a geração

ctrl z

tem pressa

eu não quero desperdiçar meu tempo com outras coisas. 
eu quero acertar
de primeira."
Pedro, 18 anos, estudante

prática

vs teoria:

um tutorial

resove

A Geração Ctrl Z foi educada para valorizar os estudos e tem o sonho de retribuir para os pais todo o investimento feito em sua educação.
 
Apesar disso, tendem a questionar cada vez mais as formas tradicionais de aprendizado. O papel
das universidades é colocado em xeque a cada vez que encontram histórias de pessoas sem diploma que conquistaram o sucesso.
 
Como cresceram em ambientes interativos, acreditam que é possível aprender fazendo.
Além disso, projetam na vida profissional a lógica de monetização das  redes sociais: retorno imediato em função do impacto gerado.

diga-me o que faz e te direi quem és

De acordo com os entrevistados, os itens abaixo são

"fundamentais" ou "muito importantes" na maneira

como se expressam para o mundo.

"E se eu sou muitas coisas, posso fazer várias coisas"

A ideia de encontrar realização pessoal no trabalho é legado deixado pelos millennials que ainda faz parte de seus desejos. Mas sem essa de trabalhar duro por um propósito e abrir mão da estabilidade financeira.

 

Por isso, consideram a possibilidade de ter mais de um trabalho: um como fonte de renda e outro como fonte de prazer e realização.

72% acreditam

que fazer o que gosta

é mais importante do

que ganhar bem

19% não têm certeza

da escolha que estão fazendo, mas não veem problema em mudar de opinião depois

as (novas)

velhas

estruturas

A noção de sucesso para o jovem Z está relacionado ao acúmulo de conquistas que ele obtém em sua vida - e nesse sentido valem tanto as conquistas materiais como afetivas. Uma ideia de sucesso que não é tão nova assim...

como nossos pais
Quando perguntamos o principal indicativo de sucesso para os jovens da geração Ctrl Z, a opção mais escolhida (43%) foi casar ou ter um relacionamento estável. Ao mesmo tempo, ter filhos no futuro é um desejo declarado por 80% deles.
eu sei que isso é bem
clichê, mas no fundo
eu quero mesmo é
casar e ter fIlhos"
Ter uma estrutura fInanceira, familiar, ter o conhecimento necessário para gerir
uma empresa: 
para mim, isso é
ser bem-sucedido."
João Pedro, 21 anos, estudante de administração
quero ter minha casinha,
com as coisas que eu gosto 
toda do meu jeito."
Luana, 18 anos, estudante

Ao contrário do que se imagina, a velha família de margarina - e todas as suas novas versões e vertentes - segue presente no ideário desses jovens.

A Geração Ctrl Z mostra que dá valor

ao núcleo familiar, seja lá qual for a

forma que ele apresente.

consideramos

justa toda

forma de amor

Eu quero ter uma família
bem MARGARINA, mas isso não signifIca que os outros tipos
de família não sejam legais,
hoje não tem
mais isso.”
Bruno, 19 anos, estudante de marketing 
Cada um sabe o que é melhor pra si, eu não vou fIcar apontando pra vida dos outros. Não tem mais isso de uma coisa que serve pra todo mundo,
inclusive no que
é família."
Clara, 17 anos, estudante do ensino médio 

resumindo

O que a gente pode aprender

com a geração Ctrl Z?

Pessoal X profIssional


Para eles o sucesso é resultado

de uma somatória de conquistas.

Por isso, relacionamentos são tão

importantes quanto a carreira. A ideia

de estrutura financeira e familiar

possui bastante valor em seus discursos. 

PRESENTE X FUTURO

Criam muitas expectativas sobre o

futuro, idealizando um padrão de vida

que demanda certo tempo para ser alcançado. Por isso, sentem pressa

de alcançar o que desejam e tratam

sonhos como planos, objetivos e metas.

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PARA A GERAÇÃO CTRL Z

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Pesquisa Geração Ctrl Z , Consumoteca ®
Todos os direitos reservados. O uso dos dados contidos neste Lab é livre, desde que se atribua a licença de Creative Commons. 

Direção geral: Michel Alcoforado         Coordenação: Marina Roale
Time de pesquisa: Amanda Monteiro, Bruna Alves, Sabrina Lopes e Sara Canazza
Time de arte e conteúdo: Ana Maia, Bruna Alves, Giovana Bressani,

Pedro Emanuel Maia, Waldir Jr e Paulo Henrique Trindade
Colaboradores:  Glaucia Pires, Raphael Lopes e Rebeca Moraes